O Retrato Falado Do Nada

Feições inexistentes. Estáticas vulgares.
Vestes comuns, ser comum.
Palavras se atropelam tentando encontrar um caminho
De quem é essa voz? De ninguém.

Este é o retrato falado do nada
Não há imposições;
Muito menos exposições
O nada se guarda.

Preces inacabadas
Esperanças perdidas, antes do fim.
Ode aos vencedores
Ódio, aos perdedores.
O nada não respira
Sufoca indecisões

O nada não incomoda
Apenas sofre em silencio.
O nada não possui o direito
De existir em meio ao vento
De pessoas e passagens
De tropeços e desejos.

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s